Muito
se fala sobre treino de alta intensidade, percentual de frequência cardíaca, intensidade ideal para “queimar” gorduras ou para melhorar o
condicionamento. Mas afinal de contas,
você realmente sabe como isso interfere no seu treinamento, qual a real
importância? E o mais relevante, qual são as intensidades ideais para o seu
treinamento?
Antes
de tudo, preciso te lembrar de um conceito muito importante, que é a base de
qualquer prescrição de treinamento, seja qual for o seu objetivo:
O PRINCÍPIO DA
INDIVIDUALIDADE BIOLÓGICA
Já
que somos seres únicos, não podemos conceber que duas pessoas possam seguir o
mesmo treinamento, com a mesma intensidade e ter o mesmo resultado. Por isso, é necessário testar cada indivíduo
separadamente, identificar sua condição física e só depois definir qual a
melhor intensidade de treinamento de acordo com as metas e objetivos
previamente estipulados (falarei sobre metas e objetivos em breve,
aguardem...).
Pois
bem, então você me pergunta: “Como faço para definir a melhor intensidade de
treinamento para mim e que testes são esses?”.
Começando
pelos testes, o ideal é que você passe por uma bateria de testes que possam
definir o quão fortes e resistentes seus músculos estão, quão funcional é a
força que você pode produzir, como anda a sua postura e seu condicionamento
aeróbico.
Logo
abordarei as outras questões, mas hoje vamos nos concentrar no treinamento
aeróbico. Muitos ainda se baseiam na
frequência cardíaca, porém já sabemos hoje que não é a forma ideal de definir a
intensidade de um treinamento, já que essa pode sofrer alterações por diversos
fatores durante o exercício.
Recomendo
então que você procure um profissional capacitado para realizar um teste em que
você conheça o seu VO2 máximo (hora do jabá: procure-me e marcamos uma hora
para o teste). Caso nunca tenha ouvido
falar nesse treco, vou lhes apresentar.
O VO2 máximo é a medida da velocidade máxima com a qual o seu corpo
absorve oxigênio, e através desse valor, nós treinadores, conseguimos estipular
de forma mais segura e confiável a intensidade de treinamento e chegar a
resultados mais expressivos.
Outra
forma bem prática e eficiente é que você se familiarize com algum tipo de
escala onde você possa definir de forma subjetiva a intensidade do seu
treinamento e passar essa informação para o seu treinador durante uma sessão de
testa, treinamento ou até mesmo de uma prova (para os que se arriscam no
esporte amador ou até mesmo profissional).
Existem muitas escalas baseadas na famosa Escala de Borg e um bom
treinador poderá orientar-lhe a escolher uma que funcione bem para você.
A
primeira opção (VO2 máximo) é a mais indicada em minha opinião, mas existem
situações em que não é possível identificar de forma precisa essa variável,
assim como se torna inviável trabalhar com frequência cardíaca (como no caso
das pessoas que fazem uso de medicamentos betabloqueadores). Para esse público, recomendo a familiarização
com as escalas e sua utilização para a prescrição do treinamento.
Quer
saber mais sobre treinamento, suas variáveis e ter um programa de treinamento
eficiente feito especialmente para você, com acompanhamento e atualização
periódica? Entre em contato pelo e-mail:
treinamentodeponta@yahoo.com
Nas
próximas postagens continuarei falando sobre intensidade de treinamento,
abordando o treinamento resistido (treinamento de força) e o treinamento
funcional.
Até
a próxima!!!
Leo Gouvêa - Treinador Pessoal
CREF: 023578-G/RJ
Especialização em Ciências da Performance Humana - UFRJ (cursando)
Licenciatura Plena em Ed. FÍSICA - UFRJ (2006)
(21) 9699.6898 / (21) 8257.3664








